Ébola vírus

O que é?

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O vírus Ébola foi descoberto nos anos setenta, após 2 surtos simultâneos, no Sudão e na República Democrática do Congo. Este último ocorreu numa povoação perto do rio Ébola, que deu o nome ao vírus. 
Estão identificadas actualmente 5 estirpes de vírus Ébola (Ébola Bundibugyo, Ébola Zaire, Ébola Reston, Ébola Sudão e Ébola “Tai Forest”). Os surtos de doença grave causadas por vírus Ébola em África estão apenas associadas a três das estirpes (Bundibugyo, Zaire e Sudão).
 

Sinais e sintomas

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Os sintomas surgem 2-21 dias após contacto com o vírus (geralmente após 8-10 dias) e incluem: febre elevada; dor de cabeça severa; dores musculares; cansaço extremo; vómitos e diarreia; dor abdominal; perda de apetite. A função renal e hepática é afectada e podem ocorrer hemorragias internas e externas. Os achados laboratoriais incluem baixas contagens de leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas, bem como elevação das enzimas hepáticas.
Alguns doentes recuperam, mas uma percentagem significativa (que pode chegar aos 90%) morre sem ter desenvolvido resposta imune para o vírus. 
 

Transmissão

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Acredita-se que a transmissão se inicie pelo contacto de uma pessoa com um animal infectado (os morcegos da fruta são os hospedeiros prováveis, mas a forma de transmissão ainda não está definitivamente provada). Depois do primeiro contágio, o vírus pode ser transmitido de várias formas para outras pessoas: contágio directo (através das mucosas ou pele danificada – feridas, por exemplo); contacto com fluidos corporais infectados (sangue, urina, saliva, fezes, etc.) e ainda com objectos que tenham sido contaminados (como agulhas).
 
Risco de exposição
 
Todos os casos de doença humana e morte por vírus Ébola ocorreram em África (com excepção de vários casos de contaminação laboratorial). As pessoas com maior risco de contrair a doença são os profissionais de saúde e os amigos e família de doentes infectados.
 

Sobre o surto mais recente (em 2014)

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O surto de Ébola que ocorreu em 2014 foi um dos maiores surtos deste vírus da história e o primeiro a ocorrer em África ocidental. Este surto afectou principalmente quatro países africanos: Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa. A OMS e outras entidades de saúde internacionais estiveram prontamente nos locais afectados a implementar medidas de resposta a este surto, que foram bem sucedidas em comparação com surtos anteriores desta doença.
 

Prevenção

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Actualmente ainda não se sabe exactamente como as pessoas são infectadas com o vírus e não existe vacina eficaz. Quando ocorrem surtos deste vírus o risco de transmissão ocorre sobretudo no contexto dos cuidados de saúde, sendo preconizadas medidas de isolamento e barreira entre doentes e profissionais de saúde. Algumas medidas incluem, uso de roupas protectoras (luvas, máscaras, batas, óculos de protecção), esterilização de todo o equipamento, uso frequente de desinfectante, isolamento de doentes do contacto com pessoas saudáveis, etc. 
Quando existem surtos de doença conhecidos, deve-se evitar viajar para locais afectados e só o fazer tomando sempre as medidas de higiene necessárias e evitando o contacto com pessoas ou objectos que possam estar infectados.
 

Tratamento

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Geralmente faz-se apenas o tratamento dos sintomas à medida que vão aparecendo (manter o equilíbrio de fluidos e sais, os níveis de oxigénio e pressão arterial e tratamento de outras infecções simultâneas). 
Existem alguns tratamentos experimentais, com resultados favoráveis em testes em modelos animais, mas cuja utilização generalizada em humanos ainda não foi aprovada. Contudo, devido à gravidade da doença, houve já casos em que foram testados novos fármacos. Um exemplo foi o caso do Dr. Kent Brantly, que se encontrava em trabalho humanitário na Libéria quando contraiu o vírus e em que foi administrado um cocktail de anticorpos que atacam o vírus (chamado ZMapp). O doente recuperou e teve hospitalar.
Para saber mais consulte o seu Infecciologista
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