Cardiomiopatia

A palavra cardiomiopatia significa «doença do músculo cardíaco». O problema pode evoluir para insuficiência cardíaca e aumenta o risco de morte súbita devido a um coágulo de sangue ou a um ritmo cardíaco irregular, em especial porque por vezes a cardiomiopatia não é diagnosticada. É a causa mais comum de morte cardíaca súbita em pessoas com menos de 30 anos e a razão mais comum para ser necessário um transplante cardíaco.

A palavra cardiomiopatia significa «doença do músculo cardíaco». O problema pode evoluir para insuficiência cardíaca e aumenta o risco de morte súbita devido a um coágulo de sangue ou a um ritmo cardíaco irregular, em especial porque por vezes a cardiomiopatia não é diagnosticada. É a causa mais comum de morte cardíaca súbita em pessoas com menos de 30 anos e a razão mais comum para ser necessário um transplante cardíaco.

CAUSAS

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Existem três tipos principais de cardiomiopatia, cada um deles com o seu conjunto próprio de causas.

Cardiomiopatia dilatada. A cardiomiopatia dilatada, que é a mais comum, é frequente sobretudo em pessoas com idades entre os 20 e os 60 anos e tem o triplo das probabilidades de ocorrer em homens. Um ou mais dos ventrículos aumentam e não conseguem bombear sangue em quantidade suficiente. Isto sucede quando o músculo cardíaco foi substituído por tecido cicatricial devido ao fluxo sanguíneo reduzido decorrente de doença das artérias coronárias ou de infecção viral que resulta em inflamação aguda do músculo cardíaco.

Outras causas incluem uma infecção bacteriana, muito tempo de pé e diabetes ou doença da tiróide insuficientemente controladas, alguns medicamentos para quimioterapia e abuso de álcool ou cocaína. Em casos raros, resulta de uma gravidez ou de uma doença do tecido conjuntivo, por exemplo artrite reumatóide.

Os coágulos de sangue são um risco porque têm mais probabilidades de se formarem quando o sangue se desloca devagar, como sucede com o coração dilatado.

Cardiomiopatia hipertrófica. Calcula-se que uma em cada 500 pessoas pode ter cardiomiopatia hipertrófica, embora muitas não se apercebam. Mais de metade das pessoas com esta doença tem antecedentes familiares do mesmo problema. Pode estar presente ao nascer ou pode ser adquirida numa fase posterior da vida. Envolve um espessamento e uma disposição anormais das células do músculo cardíaco, muitas vezes do ventrículo esquerdo, que é a principal câmara de bombeamento do sangue. À medida que o músculo se torna mais espesso e mais tarde endurece, o coração perde a sua capacidade de bombear sangue tão bem como devia.

A cardiomiopatia hipertrófica tem provocado a morte súbita de vários atletas devido a fibrilação ventricular (ritmo cardíaco irregular) durante a actividade fisica. Qualquer pessoa que tenha um parente próximo que tenha sofrido morte súbita cardíaca deve falar com o médico acerca da possibilidade de ter cardiomiopatia hipertrófica.

Cardiomiopatia restritiva. Muito menos comum que os outros tipos, a cardiomiopatia restritiva resulta num músculo cardíaco rígido e menos elástico, o que dificulta o relaxamento do coração e o seu enchimento com sangue entre batimentos. Ocorre com mais frequência em pessoas mais idosas. A causa pode ser desconhecida ou pode resultar do depósito de proteínas anormais, chamadas amilóides, no coração.

PREVENÇÃO

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Tome medidas para prevenir a doença coronária e a hipertensão. Adopte uma dieta pobre em gorduras e em colesterol e limite o consumo de sal. Tenha o cuidado de incluir muitos vegetais e frutos na dieta. Faça 30 minutos de exercício por dia, cinco dias por semana. Não fume e evite o tabagismo passivo. Não abuse do álcool nem da cocaína.

É natural que uma pessoa com antecedentes familiares de cardiomiopatia queira discutir medidas adicionais e testes de controlo com o médico. Infelizmente, é impossível prevenir muitos casos de cardiomiopatia.

DIAGNÓSTICO

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Os sintomas são semelhantes aos da insuficiência cardíaca congestiva, dispneia, dor torácica, cansaço, ritmo cardíaco irregular, acumulação de líquido nas pernas ou no abdómen e tonturas, falta de equilíbrio e desmaios durante o período de exercício.

Podem ser necessários vários testes para diagnosticar a cardiomiopatia. Com o estetoscópio podem ouvir-se sons cardíacos alterados e batimentos cardíacos irregulares. Os testes com imagens podem incluir uma radiografia ao tórax e um ecocardiograma. O electrocardiograma (ECG) mede os impulsos eléctricos do coração.

A cateterização cardíaca permite fazer uma biopsia do coração para análise, embora de modo geral não seja útil para planear o tratamento nem para revelar a causa. Podem fazer-se algumas análises de sangue para excluir doenças sistémicas.

TRATAMENTOS

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Os tratamentos dependem do tipo de cardiomiopatia, mas o seu objectivo é sempre prevenir a insuficiência cardíaca, coágulos no sangue e disritmia.

Medicação. Os fármacos anticoagulantes podem ajudar a prevenir os coágulos no sangue. Os fármacos antiarrítmicos podem ajudar a corrigir os batimentos cardíacos irregulares, embora por vezes seja necessário um pacemaker. Os vasodilatadores relaxam as artérias e reduzem a pressão exercida sobre o ventrículo esquerdo, baixando a pressão arterial. Normalmente, o médico receita um betabloqueante ou um bloqueador dos canais de cálcio para a cardiomiopatia hipertrófica. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina são medicamentos fundamentais para prevenir e tratar a insuficiência cardíaca.

Dispositivos cardíacos. Nalguns casos é necessário implantar cirurgicamente um pacemaker para assegurar que o coração bate. Para os doentes em risco de morte súbita devido a disritmia, um cardioversor/ /desfibrilhador implantável (CDI) pode regular os batimentos cardíacos demasiado rápidos. Este é cirurgicamente implantado na parede do tórax e monitoriza o ritmo cardíaco, enviando um pequeno choque eléctrico quando o ritmo cardíaco se altera.

Cirurgia. Pode considerar-se a cirurgia para corrigir a parede que espessou em doentes com cardiomiopatia hipertrófica. Nalguns casos, a única opção é um transplante cardíaco.

Factores de risco:

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Cardiomiopatia dilatada

Idade: entre os 20 e os 60 anos

Sexo masculino

Doença das artérias coronárias

Infecção virai

Diabetes ou doença da tiróide mal controladas

Abuso de álcool ou cocaína

Antidepressivos

Alguns fármacos para quimioterapia

Cardiomiopatia hipertrófica

Idade: entre os 20 e os 60 anos

Antecedentes familiares de cardiomiopatia hipertrófica Cardiomiopatia restritiva

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