Apneia do Sono

A apneia do sono é uma doença em que a respiração cessa repetidamente durante o sono durante pelo menos dez segundos. Estas breves pausas, que podem chegar a ocorrer 20 ou 30 vezes por hora, interrompem os padrões normais do sono e reduzem a quantidade de oxigénio no sangue, obrigando o cérebro a emitir um sinal de despertar para que a respiração recomece.

A apneia do sono é uma doença em que a respiração cessa repetidamente durante o sono durante pelo menos dez segundos. Estas breves pausas, que podem chegar a ocorrer 20 ou 30 vezes por hora, interrompem os padrões normais do sono e reduzem a quantidade de oxigénio no sangue, obrigando o cérebro a emitir um sinal de despertar para que a respiração recomece.
Embora o ressonar alto seja com frequência associado à apneia do sono, nem toda a gente que ressona tem apneia e nem toda a gente com apneia ressona. As pessoas que sofrem de apneia podem dar a impressão de que estão a arquejar, esforçando-se por respirar, ou que estão a sufocar durante o sono; também podem resfolegar quando recomeçam a respirar depois de uma pausa. Muitas vezes não têm consciência do problema, mas sentem-se extremamente sonolentas durante o dia, mesmo tendo «dormido bem de noite». Isto é porque o sono REM, a fase do sono de recuperação, foi perturbado pelo despertar frequente.
Se não for tratada, a apneia do sono moderada ou grave pode desencadear uma doença cardiovascular, um AVC, hipertensão, complicações com cirurgia e medicações e aumenta mesmo a taxa de mortes por enfarte agudo do miocárdio e AVC. As pessoas com apneia do sono têm duas a cinco vezes mais probabilidades de terem acidentes rodoviários.
A doença é duas vezes mais comum nos homens que nas mulheres: 4 por cento dos homens de meia-idade e 2 por cento das mulheres de meia-idade sofrem de apneia do sono, mas cerca de 80 por cento deles podem não se aperceber de que sofrem desta doença.

CAUSAS

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A causa mais comum da apneia é a obstrução das vias respiratórias; este tipo chama-se apneia obstrutiva do sono. Os músculos da parede posterior da garganta que suportam o palato mole, a úvula, as amígdalas e a língua descontraem-se demasiado e não mantêm a garganta aberta. Noutros casos, a circulação do ar para os pulmões é bloqueada por uma via respiratória naturalmente estreita, amígdalas dilatadas, obstrução nasal ou um palato ou uma língua de forma anormal. Embora 40 por cento das pessoas com apneia do sono não estejam nestas condições, o excesso de peso ou a obesidade também podem bloquear a via respiratória devido a uma maior quantidade de tecido em volta do pescoço e da garganta.

Muito menos comum é a apneia central do sono, em que o cérebro não envia sinais aos músculos do diafragma para respirarem ou os músculos não recebem a mensagem. Esta situação pode ser provocada por um AVC, um tumor cerebral, um traumatismo na coluna ou uma perturbação neuromuscular, como, por exemplo, Esclerose Lateral Amiotrófica. Nalguns casos, a apneia deve-se tanto a uma falha do sinal enviado como do recebido.

PREVENÇÃO

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A redução dos factores de risco pode ajudar a prevenir a apneia do sono ou mesmo a tratar casos moderados. A perda de apenas 10 por cento do peso corporal pode reduzir a gravidade da apneia do sono em mais de 50 por cento.

É fundamental evitar álcool e sedativos, como, por exemplo, comprimidos para dormir, relaxantes musculares e alguns anti-histamínicos antes de se deitar. Certos medicamentos de venda livre e produtos de ervanária também podem ter efeitos secundários sedativos, que podem induzir a apneia.

Dormir de lado em vez de dormir de costas também ajuda a manter as vias respiratórias abertas.

As alergias e a congestão nasal devem ser tratadas para manter as vias respiratórias desobstruídas, mas use anti-histamínicos, descongestionantes não sedativos ou sprays nasais para evitar o relaxamento excessivo dos músculos do pescoço e da garganta.

Devem evitar-se os cigarros; fumar piora o edema das vias respiratórias superiores.

DIAGNÓSTICO

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Os sintomas podem incluir dores de cabeça matinais, micções frequentes durante a noite, dificuldade de concentração, falta de memória, irritabilidade, mudanças de humor ou de comportamento, ansiedade e depressão. As crianças podem ter um comportamento hiperactivo e pode mesmo ser-lhes diagnosticado distúrbio de hiperactividade/défice de atenção.

A polissonografia nocturna, geralmente feita de um dia para o outro num hospital ou num centro especializado em perturbações do sono, mede o ritmo cardíaco, os padrões de respiração e as ondas cerebrais enquanto o doente dorme para diagnosticar a apneia de forma conclusiva e para excluir outras perturbações do sono, tais como insónia  e narcolepsia. Em casa pode usar-se um oxímetro, que usa comprimentos de onda luminosos para medir os níveis de oxigénio no sangue durante o sono. Outros testes podem incluir um ecocardiograma para examinar o funcionamento do coração, testes à tiróide e radiografias ou TC para fazer a pesquisa de bloqueios.

TRATAMENTOS

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Não existe cura para a apneia, mas controlando os sintomas podem reduzir-se os riscos dos problemas de coração e pressão arterial que podem resultar da doença.

O tratamento depende do tipo de apneia do sono e da sua gravidade e pode requerer uma combinação de terapêuticas. Para tratar a apneia central do sono, é necessário tratar a causa subjacente.

Medicação. Podem receitar-se fármacos como acetazolamida e teofilina para ajudar a estimular a respiração durante o sono.

Pressão positiva contínua nasal (PPCN). Este dispositivo usa a pressão de ar para manter as vias respiratórias abertas. Uma máscara ligada a um tubo de ar é aplicada sobre o nariz. A pressão de ar de um ventilador de ar mantém a via respiratória aberta. É o tratamento mais comum e mais eficaz, mas alguns doentes acham o seu uso desconfortável.

Próteses dentàrias.Adaptadas por um dentista, alteram a posição da mandíbula e da língua para que a via respiratória se mantenha aberta. Esta abordagem nem sempre é tão eficaz como a utilização de um dispositivo PPCN.

Cirurgia.A uvulopalatofaringoplastia, ou UPFP, remove o excesso de tecido na parede posterior da garganta que pode estar a bloquear a via respiratória. A uvulopalatoplastia assistida por laser usa um laser para corrigir o palato e assim ajudar a reduzir o ressonar, mas ainda não está provado que ajude ou não a apneia. A amigdalectomia e a adenoidectomia podem remover as amígdalas dilatadas e os adenóides (tecido linfático na porção posterior do nariz) e têm 90 por cento de sucesso no tratamento de crianças que sofrem de apneia do sono. Outras intervenções podem resolver uma estenose no nariz ou na parte superior da garganta. Se todos os outros tratamentos tiverem falhado para a apneia grave, uma traqueostomia faz uma abertura na traqueia para que o ar possa circular numa via respiratória acessória.

Factores de risco:

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Excesso de peso ou obesidade

Anomalia do nariz, garganta ou tracto respiratório superior

Sexo masculino

Hipertensão

Perímetro elevado do pescoço (mais de 43 cm para os homens; 41 cm para as mulheres)

Idade: 45 anos ou mais

Antecedentes familiares

Consumo de álcool, tranquilizantes ou outra medicação sedativa

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