Onda de Gripe A (H1N1) – Segunda Vaga

O vírus da gripe A está a preparar-se para a segunda onda de ataques nos próximos meses, alerta a OMS num comunicado de imprensa.

O vírus da gripe A está a preparar-se para a segunda onda de ataques nos próximos meses, alerta a OMS num comunicado de imprensa.

Os Países do Hemisfério Norte estão a preparar-se para uma segunda onda de propagação da pandemia do vírus H1N1. Enquanto isso, os países com climas tropicais, onde o vírus H1N1 chegou mais tarde, também estão a preparar-se para um crescente número de casos de gripe A.

Os Países em regiões temperadas do hemisfério sul permanecem vigilantes ao desenvolvimento da pandemia de H1N1 nesta segunda onda. Como a experiência tem mostrado, focos de transmissão do virus podem continuar a ocorrer mesmo quando a epidemia atingiu o pico no país, disse a Organização Mundial de Saúde.

A pandemia de gripe A que espalha a estirpe do vírus H1N1 está para ficar nos próximos meses, continuando a propagar-se pelas populações, sob a forma de onda infecciosa. Evidência de focos múltiplos demonstra que a pandemia do vírus H1N1 estabeleceu-se rapidamente e hoje é a estirpe da gripe dominante em muitas partes do mundo.

O vírus H1N1 não mostra sinais de emergir para uma forma mais perigosa. A sua monitorização através de uma rede de laboratórios da Organização Mundial de Saúde mostra que os surtos infecciosos apresentam idênticas características.

Na maioria dos pacientes o H1N1 causa apenas efermidade. No entanto, o vírus H1N1 pode causar complicações muito graves e até fatais, mesmo em pessoas jovens e saudáveis. Mas o número de mortes mantêm-se baixo e o panorama clínico da pandemia de gripe é amplamente consistente em todos os países.

Mesmo se o padrão actual da doença continua a ser, de uma forma geral, leve, o impacto da pandemia, durante a segunda onda pode aumentar o número de pessoas infectadas. É expectável que o maior fardo dos serviços de saúde durante a segunda onda seja o súbito acréscimo do número de pacientes gravemente doentes que necessitem de cuidados especiais, criando pressões que podem sobrecarregar as unidades de cuidados intensivos e, eventualmente, interromper a prestação de cuidados de outras doenças.

Na sequência das notícias que dão conta que o vírus H1N1 está a ficar mais resistente ao Tamiflu, a OMS informa que até ao presente foram poucos os casos registados de resistência do vírus ao Tamiflu.

Todos estes casos têm sido amplamente investigados e nenhum caso de subsequente transmissão de vírus resistentes foi documentado até ao momento. A monitorização e acompanhamento da epidemia está a ser feita através da rede da OMS.

Enquanto a infecção do vírus H1N1 não é de extrema preocupação em países ricos, o vírus da gripe pode ter um impacto devastador em muitas partes do mundo em desenvolvimento. Assim, a situação nos países em desenvolvimento – com o surgimento da segunda onda de infecção pelo H1N1, terá que ser muito estreitamente vigiados.

A pandemia de gripe de 2009 é a primeira a ocorrer desde o surgimento do HIV / SIDA. Dados de dois países sugerem que as pessoas co-infectadas com o H1N1 e HIV não estão em maior risco de doença grave ou fatal, desde que estes pacientes recebam a terapia anti-retroviral. A maioria destes pacientes recuperou rapidamente.

Cerca de 33 milhões de pessoas vivem com HIV / AIDS no mundo inteiro. Destes, a OMS estima que cerca de 4 milhões estavam a receber terapia anti-retroviral no final de 2008.

 

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