Prevenção no exterior da casa

Como as crianças costumam estar expostas a perigos graves nos arredores da casa, arrecadação, garagem e mesmo no jardim, deve-se prevenir sempre a possibilidade de acidentes

Arrecadação e garagem

Topo As crianças não devem entrar, e muito menos brincar, numa arrecadação, pois este é um local onde se guarda todo o tipo de objectos, constituindo uma espécie de armazém de móveis velhos e artigos muito diferentes, nos quais se acumula igualmente uma grande quantidade de pó e sujidade. Embora se deva, como é óbvio, manter a arrecadação sempre arrumada, com os elementos mais perigosos em sectores inacessíveis para as crianças, o melhor é mantê-los fechados à chave e apenas permitir que as crianças entrem, excepcionalmente, quando estão acompanhadas, para que se possa vigiar atentamente no que mexem.

A adopção deste tipo de comportamento em relação à garagem é muito mais difícil, pois é muito mais utilizada, na medida em que, no mínimo, é provável que a criança entre na garagem quando há alguém no seu interior ou caso a porta fique ocasionalmente aberta por descuido. Para além disso, deve-se ter em conta a sua habitual dupla função: por um lado, é utilizada para guardar o automóvel e, por outro lado, costuma transformar-se numa oficina de reparações ou bricolagem, um verdadeiro armazém de ferramentas e depósito de produtos químicos tóxicos ou inflamáveis, devendo-se tomar várias precauções. Em primeiro lugar, deve-se assegurar que a garagem tem uma boa ventilação, para que nunca acumule fumos e vapores perigosos. Para além disso, deve-se deixar sempre o automóvel com as rodas bloqueadas e sem a chave na ignição, de preferência fechado, enquanto que as ferramentas de mecânica e bricolagem devem ser mantidas arrumadas e em lugares inacessíveis para as crianças e os aparelhos eléctricos nunca devem ser deixados ligados. Por último, deve-se guardar todos os produtos químicos num armário alto, de preferência fechados à chave.

Jardim

Topo Deve-se vigiar sempre a criança quando esta vai para o jardim, mesmo quando é mais crescida, já que convém espiá-la de vez em quando para ver o que faz e comprovar se tudo está bem. O jardim proporciona vários perigos: árvores que a criança pode trepar sem a devida vigilância de um adulto, caixotes do lixo cujo conteúdo pode remexer, fontes de água com indevida protecção nas quais a criança se pode afogar... Como existe a possibilidade de a porta da rua poder ficar aberta e a criança sair sem qualquer vigilância, deve-se instalar uma porta exterior com fecho de segurança automático que as crianças, sobretudo as mais novas, não consigam abrir sem ajuda. Para além disso, convém adoptar outras precauções.

Por exemplo, deve-se guardar as ferramentas de jardinagem após cada utilização, voltando-se a examinar o material utilizado para que não se esqueça de alguma delas junto a uma cerca ou na relva. Deve-se fazer exactamente o mesmo com os produtos fertilizantes, insecticidas e pesticidas, já que a sua utilização necessita que se respeitem rigorosamente as normas indicadas nas respectivas embalagens, devendo-se sempre utilizar estas substâncias com muita prudência e, sobretudo, em não deixar que as crianças brinquem nos sectores onde esses produtos tenham sido recentemente aplicados, pois caso contrário, como tocam em tudo o que vêem, podem ficar expostas a uma grave intoxicação. Deve-se igualmente assegurar de que não existe qualquer planta tóxica ou venenosa no jardim.

Se o jardim for constituído por escorregas ou baloiços, deve-se controlar com uma certa frequência o seu estado de conservação, devendo-se proceder às devidas reparações rapidamente. Deve-se igualmente tirar, frequentemente, o musgo e as ervas daninhas dos carreiros que as crianças utilizam, para que não se tornem escorregadios, devendo-se também reparar quaisquer irregularidades na superfície. Por fim, os pais não se devem igualmente esquecer de vigiar os montes de areia ou terra onde as crianças mais novas possam brincar, verificando se não existe qualquer objecto cortante, para que possam mexer sem riscos, e muita sujidade, porque as crianças levam tudo à boca, sendo melhor cobri-los com uma lona quando as crianças estiverem a brincar.

Caso exista um poço de água nos arredores da casa, deve-se colocar uma protecção eficaz, por exemplo uma tampa que necessite de uma certa habilidade para ser retirada, de modo a evitar que as crianças se possam empoleirar e cair. Deve-se igualmente colocar grades de protecção nos canais de irrigação, tanques e charcos. As próprias fontes decorativas, mesmo que não tenham muita água, devem estar bem protegidas caso existam crianças na casa.

Informações adicionais

O médico responde

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A minha vizinha inscreveu os seus filhos de 3 e 4 anos na natação. Não são muito pequenos para aprenderem a nadar?

De modo algum. Actualmente existem mesmo cursos para ensinar as crianças a nadar. Sem chegar a estes extremos, convém que todas as crianças aprendam a nadar até aos 3 ou 4 anos, altura em que já estão perfeitamente capacitadas para o fazer, o que iria poupar muitos desgostos. No en- tanto, deve-se estar sempre atento, mesmo quando a criança já saiba nadar, pois como as crianças costumam exceder as suas capacidades ou resistência, devem nadar sempre sob a vigilância dos adultos, tanto na piscina, onde deve igualmente existir um salva-vidas, como num lago, rio ou mar.

A piscina

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Embora uma piscina possa proporcionar excelentes momentos de prazer no Verão, caso não se proceda à adopção das devidas precauções, pode provocar situações muito perigosas para as crianças em qualquer altura do ano: por um lado, existe o perigo, quando a piscina estiver cheia, de as crianças que não saibam nadar se meterem sozinhas na água e se afogarem, um dos acidentes infantis menos frequentes, mas de consequências mais graves; por outro lado, quando estiver vazia, existe o perigo de sofrerem uma grave queda, caso fiquem sozinhas por perto. Os proprietários de piscinas devem certificar-se de que contam com uma protecção eficaz que impeça o acesso das crianças à piscina quando estas não estiverem acompanhadas por adultos. Apesar de existir quem aconselhe revestir a piscina com uma lona quando não se está a utilizar a mesma, esta medida é mais útil para que ela não fique suja do que para a prevenção de acidentes. A prevenção de acidentes necessita da adopção de medidas mais seguras, como por exemplo a instalação, à volta da piscina, de uma grade com uma porta de segurança constituída por um fecho automático, para que nunca possa ficar aberta por distracção. Para que a grade cumpra bem a sua missão e impeça o acesso das crianças à piscina, deve ter uma altura mínima de 90 cm e, caso seja de barras, a separação das mesmas não deve ultrapassar os 10 cm, para que não exista maneira de as crianças passarem pelo meio.

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