Prevenção no quarto da criança

O quarto da criança, o local da casa onde passa a maioria do tempo, muitas vezes sozinha, onde brinca e descansa, deve ser adaptado de modo a oferecer máximas garantias de segurança.

Generalidades

Topo Dado que a criança passa a maior parte do tempo no seu quarto, umas vezes a brincar e muitas outras a descansar, ao mesmo tempo que os pais fazem o mesmo ou dedicam-se a qualquer tarefa doméstica, o quarto da criança deve ser um dos locais da casa onde devem existir menos possibilidades de sofrer um acidente, já que a criança deve poder explorar o seu quarto sem correr qualquer risco. Em suma, tanto o mobiliário como a decoração, no fundo todos os elementos presentes no quarto, devem cumprir requisitos básicos que garantam essa premissa.

Por exemplo, todos os móveis, como por exemplo os armários e as estantes, devem ser robustos e, caso não o sejam, devem estar fixos à parede, porque a criança pode trepá-los, de modo a alcançar algum objecto e, caso não sejam firmes, podem cair-lhe em cima. Para além disso, não devem ter cantos afiados ou pontiagudos contra os quais a criança possa embater, algo bastante frequente. Para além disso, deve-se colocar fechos de protecção nas gavetas para que a criança não as consiga abrir totalmente e levar com o seu conteúdo em cima.

Uma outra norma básica é assegurar que os móveis e elementos decorativos não sejam constituídos por materiais tóxicos, pois como a criança leva tudo à boca, caso sejam perigosos, podem colocar em risco a própria vida da criança.

Quedas

Topo As quedas são os acidentes infantis mais comuns, sobretudo entre os 2 e os 5 anos, embora não sejam felizmente os mais graves, e apesar das suas consequências dependerem da intensidade do golpe e da superfície contra a qual a criança embate, é preferível fazer o possível para as evitar ou, no mínimo, minimizar as suas repercussões. Embora esta premissa seja válida para toda a casa, adapta-se particularmente ao quarto da criança.

Para as crianças mais novas, os momentos de maior perigo correspondem às mudanças das fraldas, já que a partir dos 2 ou 3 meses já se conseguem virar sobre si próprias e qualquer distracção dos pais pode implicar uma queda, sendo por isso que, em vez de se proceder à mudança de fraldas num local elevado, deve-se utilizar alcofas com uma superfície um pouco côncava constituídas com protecções laterais. A menos que se proceda à mudança das fraldas num cobertor sobre o chão, nunca se deve deixar a criança sozinha no muda-fraldas.

As crianças mais crescidas correm um outro perigo específico, pois podem cair do berço. O berço deve ser sólido e estável para que a criança se possa colocar de pé e até balançar sem risco de se virar. Para além disso, as traves devem ter uma altura mínima de 60 cm, para que a criança, quando se colocar de pé, não consiga ultrapassá-las e cair. Nunca se deve deixar brinquedos no berço, porque a criança pode empoleirar-se neles para galgar o berço. Em relação ao berço, deve-se efectuar outras considerações: por um lado, deve-se insistir no facto de a tinta ou verniz não serem tóxicos; por outro lado, deve-se certificar de que as barras verticais não devem ter uma separação superior a 10 cm, para que a criança não consiga passar a cabeça entre elas, nem inferior a 2,5 cm para que não fique com um braço ou uma perna entalada.

Quando a criança começar a caminhar, de início com pouca estabilidade, surge o risco de escorregar e tropeçar. Para que as quedas sejam menos comuns, deve-se evitar que o chão seja de material escorregadio e, caso se coloque um tapete, deve-se fixá-lo bem para que não forme pregas nem se levante. Como é óbvio, quanto menos objectos soltos existirem no chão, menos possibilidades existirão de a criança tropeçar ou pisa-los e cair, sendo por isso que se lhe deve ensinar a apanhar os brinquedos depois de os utilizar e a guardá-los num cesto ou num armário baixo para que lhes possa aceder facilmente, sem ter de se empoleirar.

Dado que a partir dos 3 anos, altura em que se procede à substituição do berço por uma cama, surge o perigo de a criança poder cair, caso se mexa enquanto dorme, de início deve-se colocar uma barreira protectora adaptável ao colchão. Deve-se precaver esta situação, sobretudo se a criança dormir num beliche alto, cuja lateral livre deve ser sempre constituída com uma grelha de protecção completa que vá da cabeça aos pés.

Por último, deve-se enumerar o pior dos perigos, ou seja, que a criança se aproxime da janela e caia. As janelas devem situar-se, no mínimo, 90 cm acima do chão, devendo-se igualmente colocar um dispositivo que impeça a sua abertura total. De qualquer forma, não se deve colocar, por baixo da janela, móveis ou qualquer elemento através do qual a criança possa trepar.

Asfixia

Topo Existem várias precauções a adoptar para que a criança não seja exposta a um risco de asfixia, independentemente de ser por estrangulamento ou por aspiração de um corpo estranho. Por um lado, deve-se certificar de que o berço não é constituído por elementos que proporcio sempre mantidos rigorosamente fora do seu alcance, bem guardados ou numa prateleira. Deve-se igualmente prestar atenção aos brinquedos das crianças mais pequenas, pois não devem ter peças pequenas desmontáveis, nem que possam ser arrancadas com facilidade, como por exemplo os botões do vestido de uma boneca ou os olhos de um urso de pelúcia, elementos que as crianças não hesitam em levar à boca.

Informações adicionais

Nunca se deve deixá-la trancar-se no quarto

Topo

Embora se possa deixar a criança sozinha no quarto a brincar, a ler ou a fazer qualquer outra actividade o tempo que desejar, nunca se deve deixar que se tranque no quarto e impeça o acesso dos adultos, pois estes devem estar constantemente a controlar o que a criança faz. Esta premissa é básica e, embora se possa explicar à criança, nos termos que Possa entender consoante a sua idade, a importância de a respeitar, o melhor é proceder à adopção das devidas medidas para que a criança não se consiga trancar, independentemente de ser por simples brincadeira ou num momento de aborrecimento. Em suma, nunca se deve deixar a chave na fechadura da porta, deve-se instalar uma protecção para que não possa ser fechada por dentro e retirar todo o tipo de tranca que lhe permita ser fechada a partir do interior.

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