Tampão de Cerúmen

A obstrução do canal auditivo externo por um tampão de cerúmen implica uma diminuição da audição.

Causas

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O cerúmen é uma substância mole e amarelada, com um elevado conteúdo de gordura e de aspecto semelhante à cera, elaborada pelas glândulas ceruminosas, umas glândulas sudoríparas modificadas presentes na pele que reveste o canal auditivo externo. Serve para lubrificar o canal auditivo externo, conservar a integridade da pele que o reveste e impedir a entrada de partículas procedentes do exterior. De facto, a sua presença é muito eficaz para reter o pó que flutua no ar e, graças à sua acidez, representa um meio inadequado para a proliferação de micróbios.

Em condições normais, o cerúmen desliza lentamente para o exterior, impulsionado principalmente pelos movimentos mastigatórios; uma vez fora do canal auditivo externo, elimina-se simplesmente ao limpar as orelhas. No entanto, em algumas pessoas, tende a acumular-se no interior do canal auditivo externo até formar um autêntico tampão. Isto acontece, por razões desconhecidas, em pessoas com uma predisposição particular, devido a factores como o excesso de produção, uma falha nos mecanismos naturais de expulsão ou uma excessiva dessecação do próprio cerúmen. Nestes indivíduos, é possível que se formem tampões em ambos os ouvidos, mas o mais comum é que o problema se manifeste só num lado.

Manifestações

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A presença de um tampão de cerúmen costuma passar despercebida enquanto não obstrui por completo o canal auditivo externo. No entanto, o mais habitual é que provoque uma progressiva diminuição da capacidade auditiva do ouvido afectado, que pode chegar a ser muito intensa. Além disso, aos poucos, origina outros sinais e sintomas, nomeadamente desorientação, zumbidos, tonturas e dor no ouvido afectado. Estes sintomas costumam surgir ou piorar repentinamente quando o tampão, ao crescer, acaba por obstruir o canal auditivo externo e comprime o tímpano.

Informações adicionais

Tratamento

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Para extrair um tampão de cerúmen, o médico normalmente injecta água morna no canal auditivo externo com uma seringa (1), em direcção à parede do canal auditivo, de forma a que o jacto de água empurre o cerúmen para o exterior (2). Trata-se de um procedimento simples, por vezes precedido da aplicação de gotas para amolecer o cerúmen, mas deve ser realizado com extrema precaução para não danificar a membrana timpânica. Outras vezes, quando este procedimento não resulta, o médico elimina o tampão com um instrumento especial ou com a ajuda de uma sonda e um aparelho de sucção. Depois de retirado o tampão, todos os problemas desaparecem de imediato.

Agir com precaução

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A formação de tampões de cerúmen é um processo banal e, embora as suas repercussões sejam alarmantes, especialmente o eventual aparecimento de uma súbita surdez, quando é obstruído o canal auditivo externo, só por si não comporta qualquer risco para a audição. No entanto, se um tampão de cerúmen gera problemas, há que ser muito prudente na hora de o extrair. É um procedimento simples, mas deve ser realizado por um especialista ou por uma pessoa bem informada e responsável, porque se for feito inadequadamente corre-se o risco de provocar danos no canal auditivo externo ou mesmo uma lesão no tímpano.

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