Molusco contagioso

O molusco contagioso é uma infecção cutânea de origem virai caracterizada pelo aparecimento de pequenas pápulas típicas, que não costumam provocar grandes problemas.

Causas

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O molusco contagioso é provocado por um vírus pertencente à família dos poxvirus, presente nas lesões cutâneas das pessoas afectadas pelo problema.

O contágio, muito fácil, produz-se através do contacto directo com as lesões ou com as suas secreções. A transmissão efectua-se, na maioria dos casos, de pessoa para pessoa, sobretudo através de relações sexuais, visto que as lesões costumam localizar-se nos genitais. Todavia, o auto-contágio, ou seja, quando a própria pessoa ao tocar-se ou ao coçar-se transmite a infecção de uma zona cutânea para outra, é igualmente frequente.

Observação do vírus do molusco contagioso através de um microscópio electrónico.

Manifestações

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Em cada ponto do corpo por onde penetram os vírus forma-se uma pápula, ou seja, uma elevação circunscrita da pele. O período de incubação, ou seja, o período de tempo que uma pápula necessita para se formar após o contágio, varia entre as duas e as seis semanas.

As pápulas originadas pelo molusco contagioso são muito típicas, já que são elevações cutâneas redondas, brilhantes e com a mesma cor da pele, medindo normalmente entre 2 a 10 mm de diâmetro, constituídas por um poro central que, caso seja pressionado nas extremidades, emana uma secreção branca semi-sólida de aspecto semelhante ao leite coalhado. Para além disso, não provocam ardor nem dor.

Ao longo do seu ciclo evolutivo, cada cápsula cresce de maneira progressiva, até desaparecer de forma espontânea cerca de dois a quatro meses depois, altura em que as novas células epidérmicas saudáveis substituem as velhas infectadas. Todavia, é muito comum que durante este período de tempo se produzam um ou mais autocontágios em zonas da pele mais próximas ou afastadas, de forma que, caso não se proceda ao devido tratamento, o problema pode prolongar-se indefinidamente, manifestando-se através de um sucessivo aparecimento e desaparecimento de pápulas nas várias partes da superfície do corpo.

Embora as pápulas, na maioria dos casos múltiplas, se possam evidenciar por todo o corpo, são muito mais frequentes na face (sobretudo ao nível das pálpebras), pescoço, axilas, genitais e região anal.

O molusco contagioso não costuma originar grandes complicações. Todavia, em alguns casos, tende a surgir, por razões desconhecidas, uma zona vermelha caracterizada por uma intensa erupção cutânea à volta das pápulas. Para além disso, quando as pápulas se localizam nas pálpebras, podem originar uma inflamação da conjuntiva ou córnea. Em qualquer dos casos, as lesões desaparecem sem deixar sequelas.

Informações adicionais

Eliminar as lesões

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O molusco contagioso não costuma necessitar de tratamento, já que as lesões não provocam grandes incómodos e desaparecem espontaneamente. De qualquer forma, em muitos casos, é recomendável recorrer à sua eliminação, de modo a evitar o autocontágio e o contágio de outras pessoas, ou até mesmo problemas de índole estética. Em caso de uma ou poucas pápulas, costuma-se proceder à sua extracção cirúrgica. Todavia, caso as pápulas sejam muito significativas, costuma-se aplicar substâncias corrosivas sobre a lesão, como a cantaridina ou o podofilino, de modo a eliminar as células infectadas. Estes procedimentos devem ser efectuados por profissionais.

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