Nevos pigmentares

Os nevos pigmentares designam os vários tipos de manchas na pele, de diferente tamanho e cor, mais ou menos intensas, lisas ou com relevo, que estão presentes desde o nascimento, embora também possam surgir ao longo da vida.

Causas

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Os nevos pigmentares correspondem a uma proliferação localizada de melanócitos, as células produtoras do pigmento que proporciona a cor à pele, a melanina, cuja acumulação provoca a formação de uma mancha superficial. Embora não se possa designar apenas uma causa, a maioria dos casos congénitos é originada pela constituição específica da pele de cada pessoa e, apesar de alguns estarem presentes desde o nascimento, existem outros que, devido à incidência de factores nem sempre conhecidos, apenas se manifestam ao longo da vida.

Dado que, em condições normais, os melanócitos estão uniformemente distribuídos ao longo da camada basal, a sua proliferação circunscrita, tanto na epiderme como de forma mais profunda, provoca o aparecimento de nevos, de aspecto e características variáveis, de acordo com a quantidade de células pigmentares acumuladas, o seu grau de actividade e o nível da pele onde se encontram.

Tipos

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Lentigos. São os nevos mais comuns, provocados pelo aumento localizado do número de melanócitos presentes na camada basal da epiderme. Costumam evidenciar-se como manchas planas de cor castanha ou negra, com poucos milímetros de diâmetro e manifestam-se, durante a infância, em qualquer parte do corpo. O seu número varia consoante os casos, mas praticamente todos os adultos têm, no mínimo, entre 10 a 15 nevos.

Lentigos senis. São manchas castanhas de tamanho variável, normalmente de alguns milímetros de diâmetro, que aparecem em idades avançadas, na maioria dos casos na parte de trás das mãos e na face. Costumam ser provocados pela acumulação de melanócitos nas cristas interpapilares.

Nevos de união. São manchas castanhas ou negras, ligeiramente elevadas, provocadas pela acumulação circunscrita de células derivadas dos melanócitos, sendo denominadas nevócitos, na camada basal da epiderme. Embora possam ser pequenos ou apresentarem 10 mm de diâmetro e evidenciarem-se em qualquer parte do corpo, normalmente manifestam-se nos genitais, palmas das mãos e plantas dos pés. Na maioria dos casos, manifestam-se durante a infância; porém, caso sejam influenciados por vários factores ainda não conhecidos, alguns podem desenvolver-se de forma progressiva ou súbita na idade adulta, sobretudo ao longo da gravidez.

Nevos compostos. São manchas escuras de tamanho variável, ligeiramente elevadas ou algo proeminentes, por vezes com vários centímetros de diâmetro, provocadas pela acumulação de nevócitos na camada basal da epiderme e também no interior da derme. Embora normalmente se evidenciem na idade adulta no tronco, também podem manifestar-se na face.

Nevos intradérmicos. São tumores proeminentes com cerca de 5 mm e superfície rugosa, por vezes revestida por finos pêlos de tom rosa ou castanho claro. Estes nevos aparecem durante a adolescência e, normalmente, localizam-se na face ou no pescoço, sendo provocados pela acumulação, na derme, de nevócitos que apenas produzem pigmento, o que provoca manchas muito claras ou praticamente da mesma cor da pele.

Nevos azuis. São tumores de consistência dura e algo proeminente, com um tamanho que oscila entre 5 a 10 mm de diâmetro e uma típica cor azulada, provocados pela acumulação de nevócitos que produzem pigmento na derme, enquanto que a sua cor azulada corresponde ao reflexo da superfície da melanina em profundidade. Costumam aparecer na adolescência e, normalmente, localizam-se nas mãos ou nos pés, embora também se manifestem, por vezes, nas costas.

Nevos pilosos gigantes. Igualmente denominados nevos de Becker, consistem numa grande mancha escura de forma e cor irregular, com um tamanho que alcança entre 10 a 15 cm de diâmetro, revestida de pêlos, que se pode localizar no peito, ombros, braços ou costas. Costuma ser provocada por uma alteração circunscrita da epiderme, muito fina nesse sector e composta por inúmeros folículos pilosos. Embora estes nevos possam estar presentes no nascimento ou surgir ao longo da infância, apenas costumam alcançar o tamanho e cor definitivos na adolescência.

Melanomas benignos juvenis. Igualmente denominados tumores de Spitz, consistem num tumor de consistência dura, com 1 a 2 cm de diâmetro, de tom rosa ou castanho, embora por vezes tenham uma intensa tonalidade vermelha. Costumam ser provocados pela acumulação de melanócitos atípicos, maiores do que o normal, acompanhada pela proliferação localizada de vasos sanguíneos, o que justifica o facto de, por vezes, terem uma cor vermelha. Estes nevos aparecem durante a infância e localizam-se na face.

Informações adicionais

Sardas

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As sardas, cuja designação médica corresponde a efélides, não podem ser consideradas nevos, pois são originadas por um aumento localizado da produção de melanina em inúmeros pontos da pele, provocado por vários factores genéticos e não pela acumulação circunscrita de células pigmentares característica dos nevos. As sardas são comuns nas pessoas de pele muito clara, muitas vezes de cabelo louro, e caracterizam-se pela sua cor castanha, por serem pequenas e planas e por terem a tendência para se encontrarem agrupadas, embora o seu número e distribuição varie de caso para caso. De qualquer forma, têm uma característica que as diferencia dos nevos, ou seja, o seu número aumenta e a sua cor intensifica-se com a exposição da pele ao sol, o que justifica o facto de as sardas serem mais evidentes nas zonas expostas aos raios solares, nomeadamente a face e os braços, embora também se possam manifestar em partes do corpo normalmente tapadas em que não exista nenhuma, caso sejam expostas à acção do sol.

Tratamento

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Dado que a maioria dos nevos pigmentares são perfeitamente inofensivos, não costumam necessitar de qualquer tratamento. No entanto, existem dois grandes motivos para se proceder à sua eliminação, quer seja por razões de índole estética, quando o seu aspecto, tamanho e localização criam um certo mal-estar ao paciente quer quando se suspeita de uma transformação maligna.

Existem vários procedimentos para a eliminação dos nevos. Podem ser removidos através de uma pequena cirurgia (com anestesia local) ou recorrendo à crioterapia. Hoje em dia, a electrocoagulação não é uma técnica habitual.

Por outro lado, a eliminação dos maiores necessita da realização de uma excisão cirúrgica, por vezes com a aplicação de um transplante de pele para revestir a pele lesada, caso o tamanho da lesão assim o exija. É igualmente possível recorrer-se à cirurgia, em caso de uma eventual transformação maligna de nevos pequenos, na qual se deve proceder à extracção de uma porção do tecido saudável que o rodeia, com o objectivo de evitar situações de perigo.

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