Vitiligo

O vitiligo é uma alteração bastante comum da pigmentação, caracterizada pela presença de zonas cutâneas despigmentadas, de cor mais clara do que a pele envolvente, que com o passar do tempo podem confluir.

Causas

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A cor da pele é proporcionada, basicamente, pela presença de melanina, um pigmento produzido por células especializadas, os melanócitos, localizadas na epiderme, a camada superficial da pele. Dado que o vitiligo provoca, por razões desconhecidas, a destruição de boa parte dos melanócitos das áreas cutâneas afectadas, as ditas zonas despigmentam-se e adoptam uma cor branca que contrasta com a da pele circundante.

Apesar de a causa do problema ainda não ser conhecida, existem várias hipóteses sobre a sua possível origem, baseadas em dados estatísticos e na experiência acumulada ao longo de muitos anos. Todavia, nenhuma destas hipóteses foi cientificamente provada. Em primeiro lugar, considera-se provável a existência de uma predisposição genética para se ser afectado pela doença, já que quase metade dos indivíduos afectados tem antecedentes familiares da doença.

Para além disso, alguns investigadores consideram que, devido ao facto de a doença normalmente se evidenciar juntamente com outros problemas do tipo auto-imune, o vitiligo pode ser uma doença do tipo auto-imune, em que a destruição dos melanócitos é causada por uma resposta inadequada do próprio sistema imunitário do organismo.

Por outro lado, observou-se que nas pessoas afectadas pelo problema existem várias circunstâncias, como o stress emocional e os atritos sobre a pele, que podem provocar o aparecimento de novas zonas de despigmentação ou a irradiação das já existentes.

Manifestações e evolução

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Embora o problema tenha tendência para se iniciar entre os 15 e os 25 anos de idade, por vezes, pode manifestar-se na infância, apesar de nunca estar presente no momento do nascimento, enquanto que noutros casos apenas se evidencia mais tarde.

A única manifestação do vitiligo corresponde ao aparecimento de máculas acromáticas, ou seja, zonas despigmentadas caracterizadas pelo aparecimento de manchas brancas ou de tonalidade muito clara de forma distinta, mas bem delimitadas. Por vezes, a pele circundante encontra-se excessivamente pigmentada, o que aumenta o contraste entre as zonas.

Embora as zonas despigmentadas possam surgir em qualquer parte do corpo, o mais frequente é distribuírem-se à volta dos olhos, fossas nasais, boca, mamilos, umbigo, vagina e ânus, axilas, parte de trás das mãos e tornozelos. Para além disso, costumam adoptar um padrão simétrico em ambos os lados do corpo, embora muitas vezes as despigmentações se manifestem apenas num lado.

O tamanho e número das manchas são muito variáveis. Na maioria dos casos, o problema evolui por surtos, ou seja, mediante períodos mais ou menos prolongados em que aparecem novas manchas ou as manchas já existentes aumentam de tamanho alternados com períodos de inactividade, em que as manchas permanecem estáveis. Por vezes, os períodos de manifestação dos sinais e sintomas coincidem com épocas em que o indivíduo se encontra sob grande tensão emocional.

Tendo em conta que, à medida que vão crescendo, as manchas vão igualmente unindo-se entre si, as fases avançadas do problema costumam caracterizar-se pela presença de placas ou zonas mais extensas de despigmentação, chegando a revestir por completo várias áreas cutâneas: por exemplo, a parte de trás das mãos ou toda a região que envolve o umbigo.

Sem que se saiba o motivo, por vezes, algumas zonas afectadas voltam a adoptar a sua cor normal e, em casos muito raros, a doença desaparece definitivamente de forma espontânea. Infelizmente, ainda não se pode prognosticar a evolução de cada mancha específica, nem a do conjunto numa determinada pessoa.

Tratamento

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Dado que ainda não se conhecem as causas da destruição dos melanócitos, não existe qualquer tratamento eficaz para curar o problema.

Normalmente, o tratamento passa por tentar estimular os poucos melanócitos ainda activos nas zonas cutâneas despigmentadas. A medida terapêutica mais vezes indicada para esse fim é a fototerapia, que consiste na aplicação de raios ultravioleta nas áreas cutâneas despigmentadas, normalmente após a administração de substâncias que aumentam a sensibilidade a este tipo de raios. O tratamento costuma ser longo e, normalmente, necessita de um significativo número de sessões. Para além disso, os resultados são muito variáveis e não podem ser prognosticados antes do início do procedimento, embora se consiga, de acordo com dados estatísticos, obter um aceitável grau de repigmentação em cerca de 15 a 20% dos casos. Por outro lado, costuma-se recomendar a utilização de vários tipos de produtos para maquilhar as zonas despigmentadas, sempre segundo prescrição médica.

Em determinados casos, é igualmente comum aconselhar-se a realização de psicoterapia, para que o indivíduo possa encarar adequadamente os problemas estéticos provocados pela doença.

Informações adicionais

O médico responde

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Estou muito angustiada porque não gosto nada das manchas de vitiligo que tenho na face e nas mãos. Existe algum tipo de maquilhagem que me ajude a resolver este problema?

De facto, existem produtos especiais para dissimular e maquilhar as manchas despigmentadas típicas do vitiligo. De qualquer forma, antes de recorrer a qualquer tipo de maquilhagem, deve-se consultar um especialista, pois como a pele despigmentada é muito sensível, alguns produtos podem irritá-la e provocar bolhas.

Atenção ao sol

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Como não têm melanina, as áreas cutâneas despigmentadas características do vitiligo são especialmente sensíveis aos efeitos nocivos dos raios solares sobre a pele.

Existem dois tipos de efeitos prejudiciais dos raios solares nas zonas despigmentadas, já que, por um lado, provocam irritação e queimaduras com enorme facilidade, enquanto que, a longo prazo, favorecem o desenvolvimento de vários tipos de tumores cutâneos.

A melhor maneira de prevenir estes efeitos nocivos é tentar que as zonas despigmentadas estejam razoavelmente revestidas quando se permanece ao sol ou, caso não seja possível, recorrer à aplicação de filtros solares de protecção total.

Por outro lado, caso se detecte a presença de uma pequena zona colorida no interior da zona despigmentada ou esta seja até afectada por uma úlcera, deve-se recorrer a um especialista, pois pode tratar-se do início de um tumor.

Para saber mais consulte o seu Dermatoveneriologista
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