Electroencefalograma

O electroencefalograma, abreviadamente EEG, é um exame que consiste no registo da actividade eléctrica das células do encéfalo, obtido através da colocação de eléctrodos na superfície da cabeça..

O electroencefalograma, abreviadamente EEG, é um exame que consiste no registo da actividade eléctrica das células do encéfalo, obtido através da colocação de eléctrodos na superfície da cabeça. Trata-se de um método relativamente simples e muito útil de estudar algumas alterações orgânicas do cérebro e, sobretudo, para realizar o diagnóstico da epilepsia.

Procedimento. Para se efectuar o exame, deve-se co-locar na cabeça do paciente uma série de eléctrodos ligados a um aparelho de medição extremamente sensível, capaz de detectar correntes eléctricas muito ténues, correspondentes aos impulsos nervosos, conduzindo-as para um aparelho de registo que as traduz em traçados sobre uma folha de papel contínuo ou num ecrã. Embora no início da medição o paciente se deva manter relaxado e de olhos fechados, durante o exame é solicitado ao mesmo que abra e feche os olhos ou respire profundamente, devendo-se igualmente projectar nos seus olhos um feixe de luz intermitente, já que na maioria dos casos é a reacção do cérebro a estes estímulos que permite ao médico detectar um funcionamento anómalo.

Resultados. De acordo com a frequência dos impulsos eléctricos registados pelos eléctrodos colocados sobre a superfície dos vários sectores da cabeça, é possível detectar vários tipos de ondas, como as ondas alfa, nos lobos occipital e parietal, com uma frequência que varia entre os 8 e os 13 Hz, e as ondas beta, de 14 a 30 Hz, na região frontal. É igualmente possível detectar as ondas delta, de 0,5 a 3 Hz, que apenas aparecem na fase de sono profundo. A presença constante de ondas teta, de 4 a 7 Hz, pode ser prenúncio de uma lesão cerebral.

O médico não deve analisar o traçado imediatamente após a sua realização, pois os traçados são bastante complexos e diferem bastante consoante a posição dos eléctrodos, a idade do paciente ou a possível ingestão de determinados medicamentos, entre outros factores.
Para saber mais consulte o seu Neurocirurgião ou o seu Neurologista
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