Cancro da faringe

Os tumores malignos da faringe são pouco frequentes e, ainda que tenham um crescimento lento, podem propagar-se a tecidos vizinhos e órgãos afastados.

Tipos e sintomas

Topo

Os tumores malignos são aglomerações de células que, por razões não completamente conhecidas, crescem de forma desordenada, invadindo os tecidos vizinhos e propagando-se através dos vasos linfáticos e sanguíneos a órgãos mais ou menos afastados da sua origem. Embora não se conheçam as causas através das quais se produzem os tumores malignos da faringe, comprovou-se estatisticamente que alguns dos seus tipos são mais frequentes em grandes fumadores e alcoólicos com mais de 50 anos de idade, sendo provável que a irritação crónica da faringe constitua um importante factor de predisposição.

• Os tumores malignos da nasofaringe são os mais frequentes e afectam essencialmente os asiáticos.

Costumam originar-se na mucosa do segmento superior da faringe e, regra geral, manifestam-se de forma insidiosa. A manifestação inicial mais comum é a inflamação persistente e indolor de um gânglio linfático na zona submaxilar esquerda ou direita, sendo esta provocada pela infiltração de células cancerosas nesta estrutura defensiva. Noutros casos, a manifestação inicial é uma inflamação do ouvido ou uma progressiva perda da capacidade auditiva. Outros sintomas comuns são secreções nasais abundantes e persistentes, bem como hemorragias nasais frequentes, mas pouco intensas. Por fim, em fases mais avançadas, quando o tumor começa a comprimir as estruturas vizinhas, costumam aparecer outras manifestações, como dor de cabeça

• O carcinoma da amígdala palatina, originado numa das proeminências de tecido defensivo que se encontra nas paredes laterais da faringe média, afecta quase exclusivamente fumadores e alcoólicos com mais de 50 anos de idade. A manifestação inicial mais frequente é uma dor na parte traseira do pescoço, no local onde se encontra o tumor, que se alastra até ao ouvido, acompanhada por uma dilatação da dimensão da amígdala afectada. Por outro lado, em fases mais avançadas, caso não se proceda ao tratamento adequado, o tumor invade os gânglios linfáticos submaxilares, que acabam por se inflamar, o que proporciona a sua propagação, originando metástases noutros órgãos, tais como os pulmões, o fígado e os ossos.

Informações adicionais

Tratamento e prognóstico

Topo

O tratamento costuma basear-se na radioterapia, ou seja, na aplicação de radiações ionizantes que destroem as células cancerosas.

No carcinoma da amígdala palatina, as radiações são aplicadas localmente através de pequenos mecanismos que contêm determinadas  substâncias  que são  inseridas  na amígdala. Como complemento, recorre-se a quimioterapia, ou seja, a administração de fármacos antineoplásicos. Consoante a aplicação do tratamento, o prognóstico é variável: nos tumores malignos nasofaríngeos, observa-se a remissão da doença ao fim de cinco anos, em cerca de 30 a 40% dos casos; no cancro da amígdala palatina, cede em cerca de 40 a 50% dos casos.

Para saber mais consulte o seu Oncologista ou o seu Otorrinolaringologista
Este artigo foi útil?
Artigos relacionados
Procurar Médicos
Precisa de ajuda?
Porque perguntamos?
ONCOLOGISTAS
OTORRINOLARINGOLOGISTASVer todos
Dor lombar e ciática Aparelho locomotor/exercício físico
Dor cervical Aparelho locomotor/exercício físico
Artrose Aparelho locomotor/exercício físico
Nódulos e pólipos das cordas vocais Aparelho respiratório/glândulas endócrinas
Lesões dos meniscos Aparelho locomotor/exercício físico
Tumores benignos do ovário Aparelho reprodutor/sexualidade