Doença de Waldenström

Doença dos glóbulos brancos que se caracteriza pela produção exagerada de uma imunoglobulina específica.

Causas e manifestações

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A origem da doença é desconhecida: sem um motivo prévio que o justifique, um sector dos glóbulos brancos do tipo linfócitos B transforma-se subitamente em células plasmáticas que começam a fabricar uma imunoglobulina molecular, do tipo designado IgM, em quantidades

exageradas. Por vezes, a dita imunoglobulina tem a função de anticorpo, mas noutros casos é totalmente inactiva e a sua produção excessiva na prática não tem qualquer finalidade. De qualquer forma, a sua grande quantidade implica alguns riscos, pois a elevada concentração da mesma no plasma aumenta a viscosidade do sangue, provocando várias repercussões.

Por vezes, a doença evolui durante muito tempo sem manifestar qualquer sintoma, mas noutros casos a grande quantidade de macroglobulinas segregadas pelas células plasmáticas que funcionam de forma anómala altera a composição sanguínea, cuja viscosidade aumenta, provocando problemas circulatórios que se manifestam principalmente por sintomas como cansaço, debilidade, dores de cabeça, problemas na visão e até neurológicos. Além disso, é possível que a coagulabilidade do sangue também seja alterada, com uma especial tendência para as hemorragias, que aparecem espontaneamente na pele e nas mucosas, sendo muito difícil travá-las. Por outro lado, o excesso de imunoglobulinas atípicas pode provocar uma falha do sistema imunológico, com uma especial predisposição para as infecções, que adquirem, por vezes, um carácter rebelde, não respondendo às medidas de tratamento normais. É possível que o volume plasmático aumente e que consequentemente se produza uma diluição excessiva dos glóbulos vermelhos, o que origina uma anemia.

Por outro lado, as células plasmáticas que funcionam de forma anómala podem reproduzir-se de maneira excessiva, formando tumores que aumentam de tamanho, sobretudo nos gânglios linfáticos, no baço e no fígado.

Em suma, acabam por gerar uma série de complicações que pode provocar um desenlace fatal ao fim de quatro ou cinco anos de evolução.

Tratamento

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Normalmente, não é necessário qualquer tratamento, a menos que os pacientes diagnosticados evidenciem uma tendência para complicações. Quando se observar que a viscosidade do sangue aumenta de forma significativa devido ao aumento das macroglobulinas anómalas, costuma-se praticar uma técnica denominada plasmaférese, através da qual se reduz selectivamente a sua concentração sanguínea.

Caso a proliferação de células plasmáticas anómalas seja excessiva, inicia-se um tratamento quimioterapêutico com a administração de medicamentos destinados a impedir a disseminação dos elementos atípicos.

Informações adicionais

Terapêutica prolongada

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Quando se recorre a um tratamento de quimioterapia, a duração do mesmo costuma ser pro-longada, pelo menos durante dois anos consecutivos, até se alcançar a eliminação da maioria dos sintomas. Contudo, pode-se produzir de maneira imprevisível uma recaída que obriga a uma nova medicação alternativa, com uma resposta desigual e praticamente imprevisível.



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