Pacemaker

O pacemaker é um pequeno dispositivo utilizado no tratamento de várias formas de arritmia e na normalização do ritmo da actividade eléctrica e das contracções do coração, sendo também usado como medida preventiva em algumas doenças cardíacas.

O pacemaker é um pequeno dispositivo utilizado no tratamento de várias formas de arritmia e na normalização do ritmo da actividade eléctrica e das contracções do coração, sendo também usado como medida preventiva em algumas doenças cardíacas. O aparelho é composto por uma bateria ou fonte de energia, um gerador que emite impulsos eléctricos a uma determinada frequência e um cabo, denominado electrocateter, ligado ao gerador, que conduz os impulsos eléctricos para o músculo cardíaco.

De acordo com a sua forma de implantação, existem dois tipos de pacemaker.

• o pacemaker endocárdico, o mais utilizado, é implantado debaixo da pele do tórax ou do abdómen através de uma operação muito simples, enquanto que o electrocateter é introduzido através de uma veia até ser encaixado no ventrículo direito;

•o pacemaker epicárdico, necessita de uma intervenção cirúrgica mais complexa, já que o electrocateter é implantado na parede externa do coração, enquanto que o dispositivo pode ser colocado como o anterior ou até no exterior do organismo. Em qualquer dos casos, este tipo de pacemaker é apenas utilizado com medida preventiva temporária.

Também é possível distinguir, segundo a forma de activação do gerador, duas classes de pacemaker.

• o pacemaker de frequência fixa, no qual o gerador está sempre activado, emitindo cerca de 60 a 70 impulsos eléctricos por minuto, ou seja, a frequência normal.

• o pacemaker de frequência variável, no qual o gerador apenas é activado quando se detecta que a frequência cardíaca é inferior a determinados valores predeterminados ou quando não há batimento, começando então a emitir cerca de 60 a 70 impulsos eléctricos por minuto, sendo desactivado logo que o coração recupere o seu ritmo normal.

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Precauções e receios injustificados

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Os portadores de pacemaker podem, caso a sua doença cardíaca o permita, levar uma vida normal, mas devem evitar aproximar-se de instalações onde existam grandes campos magnéticos (transformadores e geradores de alta voltagem) e evitar a utilização do telemóvel perto do dispositivo. Por outro lado, não se deve temer a utilização de microondas, já que apenas podem surgir problemas se o aparelho tiver defeito ou caso não seja activado o sistema de segurança que impede a abertura da porta enquanto estiver em funcionamento. Mais remota é a possibilidade de o pacemaker ser afectado ao passar por detectores de metais, como os que existem nos aeroportos, embora existam cartazes que contra-indicam esta acção, sobretudo para evitar que soe o alarme. Por último, ainda mais injustificado é o receio de que as pilhas se esgotem repentinamente, pois estas têm uma duração muito prolongada e a sua descarga é tão progressiva que certamente haverá tempo, desde que os controlos periódicos sejam respeitados, para se planificar a sua substituição atempada.

Para saber mais consulte o seu Cardiologista ou o seu Cirurgião Cardiotorácico
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