Glândulas sebáceas

As glândulas sebáceas distribuídas por toda a superfície do corpo elaboram uma secreção gordurosa que forma uma película protectora sobre a epiderme e lubrifica os pêlos.

Glândulas sebáceas

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As glândulas sebáceas são membranas especializadas na produção de matéria gorda destinada a proteger e lubrificar a superfície do corpo e os pêlos. Estas glândulas estão localizadas na derme e desaguam as suas secreções na superfície do corpo ou, como é mais habitual, pelos folículos pilosos, através dos quais chegam à superfície da epiderme.

Cada glândula sebácea é constituída por vários alvéolos, uma espécie de sacos encarregues da produção das secreções, que afluem num tubo ou num canal excretor de modo a desaguarem o produto elaborado para a superfície do corpo ou para um folículo piloso. Cada alvéolo secretor é formado por várias camadas de células sobrepostas em camadas concêntricas com um espaço livre no centro. As células da camada mais externa encontram-se em constante replicação e, ao longo da sua divisão, vão empurrando as que estão por cima para o centro do alvéolo. Dado que à medida que vão sendo deslocadas, estas células vão sintetizando e acumulando gorduras no seu interior, ao chegarem ao centro do alvéolo estão tão carregadas que perdem o seu núcleo e os restantes elementos intracelulares, o que provoca a sua morte e desunião e, consequentemente, a libertação do seu conteúdo para que seja eliminado através do tubo excretor.

Secreção de sebo

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O sebo é formado por uma mistura de substâncias gordas provenientes das próprias células dos alvéolos secretores que, como já foi referido, se desunem com a maturação e libertam o seu conteúdo, para que este seja eliminado para o tubo excretor, sendo por isso, que a produção de sebo depende da velocidade de reprodução das células que compõem os alvéolos secretores, essencialmente controlada por hormonas denominadas androgénios.

Os androgénios são hormonas tipicamente masculinas, já que embora estejam presentes em ambos os sexos, devido ao facto de serem elaboradas pelas glândulas supra-renais, são em maior número produzidas nos testículos. A actividade das glândulas sebáceas depende da produção de androgénios, embora, à semelhança da funcionalidade das glândulas sebáceas, varie muito conforme a idade.

Dado que a produção de sebo, no recém-nascido, é muito abundante, dada a influência dos androgénios provenientes do organismo materno antes do parto, a produção de sebo no bebé é, à medida que as hormonas vão sofrendo os efeitos do metabolismo, imediatamente reduzida, sendo igualmente mantida a um nível mínimo durante a infância. De facto, a actividade das glândulas sebáceas apenas aumenta ao longo da puberdade, devido ao aumento significativo da elaboração de hormonas sexuais. A partir desta altura, à medida que a produção de hormonas sexuais se vai estabilizando, a produção de secreção sebácea acaba igualmente por se estabilizar. De facto, a produção de sebo só começa a diminuir nos idosos, já que nessa altura as glândulas respondem com menor eficácia às influências hormonais.

Informações adicionais

Localização

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A excepção das palmas das mãos das plantas dos pés, as glândulas sebáceas estão distribuídas por praticamente toda a superfície do corpo. De qualquer forma, o tamanho das glândulas e, consequentemente, a quantidade de secreção elaborada varia consoante as várias zonas do corpo. Por exemplo, as glândulas sebáceas são maiores na face, nomeadamente em zonas como a fronte e o nariz, sendo igualmente abundantes nessa região, na linha média das costas, à volta do ânus e na área genital. Nas zonas onde são mais abundantes, podem existir entre 400 a 900 glândulas sebáceas por cm2, enquanto que nas regiões onde são menos abundantes costuma haver cerca de 100 glândulas sebáceas/cm2.

Funções da secreção sebácea

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Embora a secreção sebácea tenha várias funções, a principal consiste em lubrificar a superfície da pele e dos pêlos. Para além disso, tem uma função protectora, já que a mistura do sebo com os produtos de erupção cutânea da epiderme e com o suor, permite a formação de um manto ácido e gordo, com uma propriedade anti-séptica e que, entre outras coisas, dificulta o desenvolvimento de bactérias e fungos.

No entanto, o sebo desempenha, igualmente, outras funções importantes relativas à temperatura ambiente. Por exemplo, quando a temperatura externa é elevada, o sebo fluidifica-se e é uniformemente distribuído pela superfície cutânea, de modo a impedir o surgimento de fendas provocadas pela evaporação do abundante suor. Por outro lado, a solidificação da secreção sebácea dificulta a evaporação do suor, o que contribui para a manutenção da temperatura do corpo.

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