Dedo do pé em martelo

Deformação dos dedos médios do pé, assemelhando-se um destes, normalmente o segundo e/ou, por vezes, o terceiro, a uma garra.

Características

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O defeito pode afectar qualquer dedo do pé, à excepção do primeiro dedo, mas costuma ser mais comum no segundo e menos frequente no terceiro. A deformação caracteriza-se por uma hiperextensão da articulação metatarsofalângica (entre o metatarso e a primeira falange) e uma flexão fixa da articulação interfalângica distal (entre a primeira falange e a segunda). Caso esta deformação seja acompanhada por uma extensão da última falange, o defeito denomina-se dedo em colo de cisne. Para além disso, por vezes, a deformação é acompanhada por um desvio lateral dos dedos adjacentes que, por vezes, têm tendência para se sobrepor.

A origem do problema é muito variada. Em alguns casos, é originada por um defeito congénito, ou seja, presente desde o nascimento, dependente de factores genéticos, em especial se afectar vários membros da mesma família. Noutros casos, pode ser provocado por uma alteração neurológica que provoque uma certa debilidade na musculatura do pé. Por último, o dedo em martelo também pode ser provocado por um desequilíbrio no comprimento dos dedos, associado à regular utilização de calçado inadequado, curto e de biqueira estreita.

Manifestações

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O sintoma mais característico é o aparecimento de uma dor, situada na base do dedo deformado. Embora seja uma dor contínua, costuma aumentar de intensidade ao caminhar, diminuindo com o repouso. Para além disso, os atritos provocados pelo calçado podem provocar a formação de um calo na parte superior da articulação interfalângica, quando se trata apenas de um dedo do pé em martelo, e também na polpa distal, em caso de dedo em colo de cisne. Caso o atrito contínuo entre o sapato ao longo de caminhadas prolongadas provoque a irritação das calosidades, pode ocorrer o aparecimento de uma dor intensa nesses pontos.

Os problemas congénitos não costumam ter cura, já que a alteração de todas as estruturas não possibilita que o dedo adopte a sua forma normal. Por outro lado, quando o problema aparece ao longo da vida, costuma-se manifestar em três fases: uma fase de redutibilidade, na qual é possível reduzir a deformação através de várias manobras, seguida de uma fase de relativa redutibilidade, na qual os tendões e os ligamentos articulares ficam retraídos, e por uma fase final de irredutibilidade, em que as alterações ósseas são inevitáveis.

Informações adicionais

Tratamento

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Caso a deformação seja redutível, as dores podem ser aliviadas através de almofadas protectoras constituídas por tubos de plástico recortados, de acordo com o caso, os quais devem ser colocados entre os espaços interdigitais ou sobre os calos, de forma a proteger e evitar os atritos do dedo.

A utilização do calçado adequado nem sempre consegue travar a evolução do problema, pois caso a deformação seja irredutível ou provoque uma dor muito intensa, a única solução eficaz corresponde à cirurgia, através de uma intervenção muito simples com resultados excelentes.

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