Tranquilizantes e hipnóticos

O excessivo e prolongado consumo de medicamentos tranquilizantes e sedativos provoca um tipo  de dependência cada vez mais comum em pessoas com mais de 45 anos.

Efeitos

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Os tranquilizantes ou ansiolíticos, como é o caso das benzodiazepinas, são medicamentos que produzem efeito sedativo, enquanto que os hipnóticos, como os barbitúricos, são medicamentos que provocam e prolongam o sono. Estes medicamentos costumam ser utilizados no tratamento de uma ampla variedade de problemas, como o stresse, a ansiedade ou a insónia. São produtos que provocam uma deterioração do sistema nervoso central, pois produzem um estado de embriaguez semelhante ao provocado pelo álcool. Em doses ligeiras, o consumo destes medicamentos provoca sedação, desinibição, lentidão de raciocínio, sonolência e uma evidente perda de reflexos e da capacidade de coordenação dos movimentos. No entanto, quando são administrados em doses elevadas provocam uma intoxicação aguda que, nos casos mais graves, pode conduzir a um estado de coma e até provocar a morte do indivíduo.

Dependência

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Os tranquilizantes e hipnóticos são substâncias psicoactivas utilizadas com alguma frequência. Caso sejam ingeridas em doses excessivas, podem provocar uma intoxicação aguda e, como o seu consumo regular pode, dadas as suas características químicas, provocar dependência, a administração deste tipo de medicamentos deve ser sempre indicada e controlada pelos médicos - daí que a sua venda nas farmácias exija receita médica. No entanto, existem muitas pessoas que tomam estes medicamentos em doses superiores às indicadas pelos médicos ou recorrem à automedicação. Para além disso, os indivíduos habituados ou dependentes do consumo de outras drogas, também costumam recorrer frequentemente a estas substâncias: alguns utilizam-nas para reduzir o efeito da cocaína e de outros estimulantes, com o objectivo de conseguirem dormir, enquanto outros consomem-nas para fortalecer os efeitos do álcool e de outras drogas depressoras, o que leva ao aumento significativo do risco de intoxicação aguda. Nestas circunstâncias, tendo em conta que o consumo destes medicamentos não é controlado, a sua ingestão pode conduzir à dependência e a uma intoxicação crónica.

O consumo regular de tranquilizantes e hipnóticos caracteriza-se por uma evidente dependência psíquica e física, uma tolerância que obriga ao consumo de doses cada vez maiores para alcançar os efeitos desejados e por uma síndrome de abstinência intensa e persistente.

A intoxicação crónica por estas drogas, sobretudo pelos hipnóticos, manifesta-se por sonolência diurna, diminuição e lentidão das capacidades intelectuais, irritabilidade e euforia, tremor, falta de coordenação, dificuldade na articulação das palavras e movimentos involuntários dos globos oculares.

Informações adicionais

Síndrome de abstinência

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A interrupção do consumo de tranquilizantes e hipnóticos em pessoas que desenvolveram uma dependência destas drogas provoca uma grave síndrome de abstinência. As manifestações desta síndrome, sobretudo em caso de dependência em hipnóticos, são muito distintas: agitação psicomotora, tremor, náuseas e vómitos, perda de apetite, insónia, palpitações, febre e suores, desorientação, alucinações e delírios. Para além disso, nos casos mais graves, podem ocorrer convulsões e colapso cardiovascular.

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