As amígdalas palatinas são um par de proeminências ricas em tecido defensivo, situadas na parede lateral do segmento médio da faringe, e podem ser observadas à vista desarmada no fundo da cavidade bucal, pois em condições normais medem cerca de 2 a 3 cm de diâmetro. A sua função é filtrar e eliminar os microrganismos ingeridos com os alimentos e aspirados com o ar, sendo muito frequente que elas próprias infectem e inflamem, dando origem a amigdalites agudas ou anginas.
Por vezes, sobretudo quando o processo não é tratado de forma adequada, a infecção torna-se crónica e as amígdalas permanecem tumefactas, gerando doenças praticamente de forma indefinida. Esta doença, conhecida como amigdalite crónica, é especialmente frequente nas crianças, pois as amígdalas diminuem progressivamente de tamanho a partir da puberdade, ao mesmo tempo que as suas funções diminuem.
Sempre que as amígdalas se encontrem nesta situação, e particularmente quando apresentam fendas na sua superfície que favorecem o desenvolvimento de frequentes reinfecções, deve-se recorrer a sua extracção cirúrgica, com vista a erradicar os sintomas e prevenir eventuais complicações.
A amigdalectomia, que nas crianças se costuma realizar sob anestesia geral, apenas requer um dia de internamento hospitalar. O procedimento é simples: depois de aplicada a anestesia, extraem-se as duas amígdalas desde a sua raiz com instrumentos cirúrgicos específicos, aplicando-se em seguida as medidas necessárias para acelerar a cicatrização e prevenir a infecção da ferida. Após a operação, o paciente deve permanecer em repouso e ingerir exclusivamente líquidos durante um par de dias, em especial gelados e líquidos frios, porque aliviam as dores pós-operatórias. Após estes dois dias, já pode começar a ingerir alimentos leves e, ao fim de uma semana, já pode retomar uma alimentação completamente normal.
