A faringe constitui um cruzamento natural das vias respiratória e digestiva, estando assim particularmente exposta a inúmeros agentes contaminantes e microbianos suspensor no ar aspirado ou ingeridos com os alimentos. Este facto, e tendo em conta a frequência dos hábitos tabágicos e alcoólicos, permite explicar por que razão as doenças da faringe são extremamente comuns, tanto na infância como nas restantes fases da vida.
Felizmente, as doenças mais comuns, como a amigdalite e a faringite agudas, são normalmente banais, pois tendem a extinguir-se ao fim de poucos dias sem provocar grandes problemas.
Todavia, sem o tratamento adequado, estas doenças podem tornar-se crónicas ou originar vários tipos de complicações. Por outro lado, felizmente também com pouca frequência, a faringe pode ser alvo de doenças graves, como os tumores malignos, ou ser comprometida por doenças que afectam o conjunto do organismo, como ocorre na diabetes ou em algumas doenças infecciosas, como o sarampo ou a tuberculose.
Nunca é demais salientar que, perante a existência de sinais e sintomas que evidenciem uma patologia faríngea, descriminadas neste capítulo, deve-se consultar imediatamente um médico.
